LUGARES SEM FRONTEIRAS

REABILITAR | Reinserção. Restituir. Regenerar. Reparar. Renovar

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ROTUNDA DA BOAVISTA /CASA DA MÚSICA

O Jardim da Praça Mouzinho de Albuquerque, comummente designado por Jardim da Rotunda da Boavista, foi objecto, durante o primeiro semestre de 2004, de uma reabilitação profunda que o tornou mais aprazível e seguro;

Este jardim é um espaço belíssimo, estando actualmente a decorrer o processo de reabilitação do seu monumento central – o Monumento Evocativo da Guerra Peninsular – que nas palavras de Hélder Pacheco, é o “único verdadeiro monumento da Cidade do Porto”;

Tudo para receber o “Porto 2001” capital europeia da cultura juntamente com a casa da musica.


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PARQUE DA CIDADE DO PORTO

O Parque da Cidade é o maior parque urbano do país, com uma superfície de 83 hectares de áreas verdes naturalizadas que se estendem até ao Oceano Atlântico, conferindo-lhe este facto, uma particularidade rara a nível mundial.

Previsto no Plano de Urbanização do Arquitecto Robert Auzelle nos anos 60, foi projectado pelo arquitecto paisagista Sidónio Pardal, tendo sido inaugurado em 1993 (1ª fase) e finalizado em 2002, com a construção da Frente Marítima.

Na sua concepção paisagística utilizam-se muitas das técnicas tradicionais da construção rural, o que confere ao parque uma expressão intemporal, naturalista e uma estrutura com grande poder de sobrevivência.

A presença da pedra proveniente de demolições de edifícios e de outras estruturas, assume uma característica preponderante deste parque, onde a construção de muros de suporte de terras, estadias, charcos drenantes para a retenção de águas das chuvas, descarregadores de superfície dos lagos, tanques, abrigos, bordaduras de caminhos e pavimentos, criam uma ideia rural e campestre.

Em 2000, foi seleccionado pela Ordem dos Engenheiros com uma das “100 obras mais notáveis construídas do século XX em Portugal


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AV.ALIADOS – PORTO

Obra feita, prazos cumpridos, um novo conceito de espaço urbano. A “nova” Avenida dos Aliados – a histórica sala de visitas da cidade do Porto – aí está, renascida pelo traço dos arquitectos Álvaro Siza e Souto Moura.

A intervenção, em grande parte condicionada pela construção da estação subterrânea do Metro e concluída a tempo de acolher as comemorações populares do Dia de Portugal, implicou uma profunda reformulação à superfície. Optou-se pelo alargamento dos passeios em seis metros de cada lado e a consequente redução da placa central em cerca de oito, o que confere aos Aliados um impacte visual mais homogéneo e moderno, “rasgado” desde a Praça General Humberto Delgado até às Cardosas, segundo um conceito de avenida única e não fragmentada nas suas tradicionais três unidades: Praça Humberto Delgado, Aliados e Praça da Liberdade.

A ideia, desde sempre expressa pelo seus criadores e acarinhada pela CMP, consistiu na criação de condições para que os velhos Aliados voltassem a assumir a sua vocação de espaço de convívio e confraternização colectiva, a qual, uma vez restituída aos portuenses, poderá funcionar como importante mola impulsionadora para a reanimação da Baixa portuense.

Neste sentido, a autarquia criou um conjunto de incentivos junto dos comerciantes, estimulando-os a instalarem esplanadas nos passeios laterais e adjacentes à Avenida. Quem aderir, ficará isento de taxas e licenças camarárias durante este ano e o próximo. Os dez primeiros interessados poderão mesmo usufruir de uma comparticipação municipal de 10% nos custos. A única condição é que os materiais utilizados obedeçam a uma certa uniformidade cromática, sem recurso a plásticos. O projecto contemplou ainda a consolidação da massa arbórea que bordeja as fachadas nascente e poente da Praça, com a plantação de árvores de grande porte.

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PARQUE DAS NAÇÕES

Decidiu-se construir a exposição na zona oriental de Lisboa, que vira através dos anos uma degradação crescente. A antiga Doca dos Olivais, contacto privilegiado com o rio onde outrora atracavam hidroaviões, estava transformada num terreno industrial bastante degradado. A zona de 50 hectares onde hoje está o recinto era, no fim dos anos oitenta, um campo de contentores, matadouros e indústrias poluentes. Toda a exposição foi construída do zero. A torre da refinaria da Petrogal, única estrutura conservada, ficou como lembrança do espaço antes da intervenção. Houve um grande cuidado para que quase todos os equipamentos do recinto tivessem utilização posterior, evitando assim o seu abandono e a degradação, como aconteceu em Sevilha em 1992.

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FÁTIMA

O fenómeno religioso que projectou Fátima há quase cem anos deixou na cidade as marcas de um crescimento rápido, grande e, por vezes, caótico, admitiu o presidente da Câmara Municipal de Ourém.

“É quase um caos”, resumiu Paulo Fonseca, para quem é praticamente necessário “refundar toda a cidade de Fátima”, que classificou como “feia e mal organizada”.

O autarca, eleito pelo PS em Outubro de 2009, afirmou que este “desastre” que é o espaço público da cidade contrasta com o planeamento do santuário – que o papa Bento XVI visita entre 12 e 14 de Maio -, espaço que admite ser um “oásis”.

“Acho que o santuário tem tido uma preocupação de grande rigor, de grande qualidade nessa matéria e de uma intervenção positiva”, observou Paulo Fonseca.

O arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles dá também nota positiva ao Santuário de Fátima, salientando que a sua orla, de “pensões e lojas”, é “muito má” e defendendo uma “maior dignidade” na envolvência do espaço religioso.

O geógrafo José Rui Paisana, que há dez anos foi um dos oradores do colóquio “Fátima Ambiente 2000″, destacou na cidade “uma certa anarquia, sobretudo nos dias de maior afluxo”, mas recusou a ideia de “desastre”, porque “muitos problemas estarão diagnosticados e existem soluções”.

O docente apontou “as tendas onde as pessoas pernoitam, as bancas do comércio a ocuparem os passeios, a falta de espaços verdes”, acrescentando, ainda pela negativa, “a especulação urbana que tem conduzido à densificação de alguns espaços e ao mau urbanismo de algumas áreas da cidade”.

Para o especialista em ordenamento do território e desenvolvimento, é “sempre difícil” ter uma cidade que responda às necessidades de vários públicos, dos residentes aos peregrinos, mas afirma ser possível “estabelecer compatibilidades”.

Considerando que “Fátima está à procura de um rumo coerente”, existindo uma ideia subjacente que é uma “cidade de Paz”, José Rui Paisana salientou que o seu território tem de ser “cada vez mais verde” e evitar “ruídos”.

Para o arquitecto José Charters Monteiro, “Fátima é uma cidade de fundação, que surge porque há um motivo que atrai população àquele lugar”.

José Charters Monteiro, que em 1998 organizou um encontro internacional de cidades de peregrinação, adiantou que uma década após os acontecimentos de 1917, “como resposta ao constante aumento de população residente e aos peregrinos, aparecem os primeiros planos para orientação do seu crescimento”, mas a sua “capacidade para influenciar o novo contexto urbano é apenas pontual”.

“Assiste-se a um crescimento rápido, quase caótico, dominado pelos programas das instituições religiosas, que se perfilam como o sistema urbano mais singular e consistente em Fátima”, declarou.

“Não se organiza, contemporaneamente, por falta de plano e de consciência cívica e colectiva, uma estrutura de espaços e de usos públicos que auto-represente e sirva a crescente população que vive em Fátima”, acrescentou.

O arquitecto referiu que também não se formou “a necessária e equilibrada complementaridade entre espaços e usos da vida civil e da vida religiosa, que conferem, em contraponto, um caráter único à grande metrópole que é Roma”.

“Fátima permanece carente de espaços para a cidadania. Mas é um centro urbano a que não faltaram grandes investimentos, decorrentes do turismo religioso”, observou José Charters Monteiro, para quem a cidade “não difere de tudo o mais que, entre nós, se faz”.

“Afinal, é obra dos homens, sujeita a maior perfeição, como sempre é desejável”, comentou.

INTERVENÇÃO PARQUE EXPO :  http://www.parqueexpo.pt/vPT/Projectos/Pages/Fatima2017.aspx

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VIANA DO CASTELO



Em Viana do Castelo foi criada a VianaPolis, sociedade gestora que, mediante a elaboração de um Plano Estratégico e Planos de Pormenor para a Frente Ribeirinha e Campo da Agonia, do Centro Histórico e do Parque da Cidade, se comprometeu a intervir numa área de 157 hectares entre a Frente Ribeirinha, o Campo da Agonia e o Centro Histórico.

Com esta intervenção, Viana do Castelo conseguiu já um aumento da frente de rio acessível em mais de três quilómetros, passando a área verde disponíveis para cerca de 300 mil metros quadrados. A criação de novas centralidades, a construção de equipamentos de qualidade e a recuperação do espaço público são outros dos objectivos atingidos com a concretização do Programa na cidade.

INTERVENÇÃO PARQUE EXPO: http://www.parqueexpo.pt/vPT/Projectos/Pages/LitoralNorteeValedoLima.aspx

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METRO DO PORTO (O QUE MUDARAM AS LINHAS NO DESENHO DA CIDADE?)


Era previsto que fossem emitidas menos 30,2 mil toneladas, mas a redução foi de 33,5 mil

A boa notícia foi um dos dados que surpreenderam o docente da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto Paulo Pinho, co-autor, com Manuel Vilares, do Instituto Superior de Estatística e Gestão da Informação da Universidade Nova de Lisboa, do livro A Avaliação das Grandes Obras Públicas – O caso do Metro do Porto. A obra editada pela FEUP e que será brevemente lançada no Porto é um esforço inédito, no país, de análise externa aos prós e contras – e ao deve e haver, a 30 anos, contados desde 2006 – de um investimento público desta monta (mais de dois mil milhões de euros, na primeira fase), tendo sido por isso apoiado pela Ordem dos Engenheiros. E sendo conhecida, à partida, a caracterização económico-financeira do projecto, que é altamente deficitário por ter sido realizado com recurso ao endividamento, foram outros os impactes que chamaram a atenção dos autores.

Os efeitos no ambiente devem-se, em grande parte, à captação de clientes ao transporte individual – representam menos 34,2 mil toneladas de CO2 emitidas. Já o efeito dos utilizadores “roubados” à STCP é menor do que as emissões geradas, a nível nacional, pela produção da energia que alimenta a rede de metro (mais quatro mil toneladas), responsáveis pelo valor final de 33,5 mil toneladas. E Paulo Pinho salienta que, em relação ao que se verifica noutros países, a rede do Grande Porto ainda está aquém do poderia ser feito na atracção de clientes que hoje se deslocam de carro na região. E tem na ausência de uma malha de metro no interior do Porto uma explicação, ainda que parcial, para as reticências de muitos potenciais utilizadores.

Intervenção no território

Se os impactes do metro do Porto no ambiente são consensuais (o que surpreende é a sua dimensão, a três anos do prazo definido no PNAC), já o seu impacto no território tem sido alvo de grande polémica, com vozes a apontar o dedo a um alegado excesso de obras de reabilitação urbana realizadas, para suposta satisfação dos autarcas, à boleia do Metro. Paulo Pinho admite ter ficado surpreendido com a grandeza dos números em causa. Em traços grossos, a construção da primeira fase da rede implicou intervenções em 340.000 metros quadrados de arruamentos, a criação de 270.000 m2 de passeios, de 200 mil m2 de espaços verdes, a plantação de 5000 árvores e uma oferta de quase 2500 lugares de estacionamento ao longo dos quase 70 quilómetros de rede, com as suas 70 estações.

Os números nada dizem, contudo, sobre a bondade, ou o carácter supérfluo, destas empreitadas. Que, nalguns casos, redesenharam o centro das cidades por onde passa o metro. Mas, pela avaliação feita pelo catedrático da FEUP, os seus efeitos são muito positivos, por terem sido factor de uma correcta integração do sistema no meio urbano que tem, entre as suas consequências mais óbvias, assinala, a redução da sinistralidade associada ao metro.

De facto, nesse aspecto, a rede portuense regista menos acidentes do que redes à superfície de outros países, o que leva Paulo Pinho a considerar “injustas” as críticas que foram sendo feitas às despesas com obras de requalificação urbana. E dá o exemplo do que está para acontecer em Santo Ovídio, Gaia, com uma intervenção dispendiosa no movimentado nó que serve de acesso à A1 e à Avenida da República, que garantirá, considera, uma correcta articulação entre os vários modos de transporte que por ali passam, eliminando possíveis conflitos que surgiriam caso, por exemplo, automóveis e metro circulassem à mesma cota na zona da rotunda.


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EFANOR


Precisamente há um século que nasceu a chamada “fábrica dos carrinhos” – a Empresa Fabril do Norte -, na Senhora da Hora, durante muitos e muitos anos o ex-libris industrial de Matosinhos e até do Norte do País. Criada em 1905, por Delfim Pereira da Costa, e mais tarde propriedade de Manuel Pinto de Azevedo. a EFANOR seria uma das pioneiras no processo de desenvolvimento industrial português, esta empresa de fiação, para além do peso que teve na economia nacional, constituiu ainda um exemplo muito positivo e inovador no apoio social facultado aos seus trabalhadores, possuindo para além de um bairro, uma creche, dormitórios, complexo desportivo, na altura da sua construção dos mais atraentes e até um corpo privativo de bombeiros., Nos seus tempos áureos teve ao seu serviço mais de 3.000 trabalhadores, tendo sido um deles, Belmiro de Azevedo, o homem, o investidor que dando outro rumo aquele vasto espaço não deixa de o deixar ficar sem a marca da “fábrica dos carrinhos” que ele um dia conheceu como entidade patronal.
A Empresa Fabril do Norte só não conseguiu aguentar-se com a desenfreada concorrência internacional dos últimos, tal como a investigadora Liliana Pereira, autora de um estudo intitulado “Efanor – um modelo na história industrial de Matosinhos”.
A Efanor encerrou em 1994 e hoje, nos seus terrenos, está já a nascer um inovador projecto urbanístico de qualidade superior denominado EFANOR – Quinta das Sedas, uma promoção da Praedium, empresa do universo da Sonae Capital, dando mais um toque importante para tornar a vila da Senhora da Hora cada vez mais com credenciais para se tornar uma bonita cidade. Não serão esquecidos algumas “marcas” do monumento à indústria nacional que ali existiu e convém ainda recordar a magnífica peça de arqueologia industrial patente e grande atracção dos visitantes do Norteshpping.

Um bocadinho de história

Apesar dos baixos salários que a “fábrica dos carrinhos” então pagava, a empresa era como uma segurança de vida para as pessoas, pois as regalias sociais eram importantíssimas, não só no apoio à saúde e às famílias como, especialmente, pelo agradável bairro construído para os trabalhadores, que a nossa recordação ainda o está a ver, nas suas casas unifamiliares, com os seus quintais com pequenas hortas e os jardins fronteiros aos edifícios extraordinariamente floridos. Uma lástima a sua demolição, sem que tivesse ficado qualquer marca para além das fotografias.
De registar na fecunda história da empresa a primeira greve ocorrida em 1958, não por questões laborais, antes por razões de solidariedade contra a prisão do “médicos dos pobres” Manuel Teixeira Ruela, pela Pide.
Por outro lado, Manuel Pinto de Azevedo, industrial e proprietário da fábrica, foi uma das figuras mais estimadas no norte do País, tendo sido durante muitos anos também proprietário e director do diário “O Primeiro de Janeiro”, um jornal que se impôs sempre pela sua independência e por um sentido democrático na sua presença que não só na cidade do Porto.

Os novos tempos

Hoje, os tempos são diferentes. A Empresa Fabril do Norte é uma recordação. O progresso, os novos tempos, invadiram aquele espaço que era quase a maior parte do território da Senhora da Hora.
Está a construir-se, em seis fases distintas, ao longo de nove anos, o empreendimento EFANOR – Quinta das sedas, localizado na malha urbana do Grande Porto, o qual foi projectado de forma melhorar a qualidade paisagística dos 12 hectares de terreno onde está ser implantado.
Concebido à luz de um conceito de “Novo Urbanismo” – que procura recuperar alguns dos valores tradicionais de vida em comunidade e, simultaneamente, amortecer os efeitos das desvantagens inerentes ao rápido crescimento das urbes modernas – o novo empreendimento permitirá aos seus residentes usufruir de uma ampla zona verde e de lazer com 50.000 m2, complementada com um lago biológico, ao longo do qual se desenvolvem vários percursos pedonais.
O complexo residencial Efanor – Quinta das Sedas disponibilizará um vasto conjunto de infraestruturas comuns que dotam este projecto de características únicas. A saber, a transformação das instalações sociais da antiga fábrica em Colégio, a construção na área cedida à autarquia, de uma extensão do Museu de Serralves para a instalação de um pólo museológico, cujo concurso internacional de Arquitectura já foi lançado e que incluirá uma área destinada à preservação da memória da Efanor. Está ainda prevista a recuperação do Parque Manuel Pinto de Azevedo, situado a poucos metros deste local, com complexo de ténis e de um recinto polidesportivo.
O primeiro edifício do complexo residencial da Efanor é da autoria do arquitecto Alcino Soutinho. Composto por 40 apartamentos com áreas entre os 190 m2 e os 437 m2 com tipologias T3 a T6 tem o início da sua construção previsto para Julho de 2007 e conclusão no 1º. Semestre de 2009.
Para comemorar o centenário da Empresa Fabril do Norte, ontem, terça-feira, mais de quatro centenas de ex-colaboradores houve um vasto programa comemorativo que inclui um concerto musical, com o apagar das 100 velas do bolo aniversário.Precisamente há um século que nasceu a chamada “fábrica dos carrinhos” – a Empresa Fabril do Norte -, na Senhora da Hora, durante muitos e muitos anos o ex-libris industrial de Matosinhos e até do Norte do País. Criada em 1905, por Delfim Pereira da Costa, e mais tarde propriedade de Manuel Pinto de Azevedo. a EFANOR seria uma das pioneiras no processo de desenvolvimento industrial português, esta empresa de fiação, para além do peso que teve na economia nacional, constituiu ainda um exemplo muito positivo e inovador no apoio social facultado aos seus trabalhadores, possuindo para além de um bairro, uma creche, dormitórios, complexo desportivo, na altura da sua construção dos mais atraentes e até um corpo privativo de bombeiros., Nos seus tempos áureos teve ao seu serviço mais de 3.000 trabalhadores, tendo sido um deles, Belmiro de Azevedo, o homem, o investidor que dando outro rumo aquele vasto espaço não deixa de o deixar ficar sem a marca da “fábrica dos carrinhos” que ele um dia conheceu como entidade patronal.
A Empresa Fabril do Norte só não conseguiu aguentar-se com a desenfreada concorrência internacional dos últimos, tal como a investigadora Liliana Pereira, autora de um estudo intitulado “Efanor – um modelo na história industrial de Matosinhos”.
A Efanor encerrou em 1994 e hoje, nos seus terrenos, está já a nascer um inovador projecto urbanístico de qualidade superior denominado EFANOR – Quinta das Sedas, uma promoção da Praedium, empresa do universo da Sonae Capital, dando mais um toque importante para tornar a vila da Senhora da Hora cada vez mais com credenciais para se tornar uma bonita cidade. Não serão esquecidos algumas “marcas” do monumento à indústria nacional que ali existiu e convém ainda recordar a magnífica peça de arqueologia industrial patente e grande atracção dos visitantes do Norteshopping.

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SANTAREM POLIS

Câmara Municipal de Santarém aprovou a Requalificação do Campo Sá da Bandeira – Jardim da LiberdadeA Câmara de Santarém aprovou no passado dia 4 de Junho, em sessão de Câmara, a abertura do concurso público para uma parceria público-privada através da concepção, construção e exploração de um parque público de estacionamento subterrâneo, na Zona do Campo Sá da Bandeira, no âmbito do projecto de requalificação do Campo Sá da Bandeira e de construção do futuro Jardim da Liberdade.
Trata-se de um projecto estruturante que vai transformar completamente a paisagem do Centro da Cidade.
Esta renovação urbana, propõe a criação de novos espaços verdes, que, simultaneamente, se assumem como o principal local de eventos da Cidade, dada a sua posição central e de fusão de espaços.
Fundamentalmente, pretende-se criar uma grande “sala de visitas” da Cidade, através da criação de um espaço renovado, devolvido ao munícipe, conquistado ao automóvel, marcado pelo simbolismo da “Liberdade”, devolvendo assim o estatuto de Capital de Distrito à Cidade de Santarém.
Após a aprovação pela Assembleia Municipal será lançado o concurso para a parceria que envolverá a requalificação de toda a zona do Campo Sá da Bandeira com a construção de um parque de estacionamento subterrâneo, prevendo-se que as obras possam começar em Fevereiro de 2008, com um prazo estimado de execução de 9 a 12 meses, com um investimento previsto de seis milhões de euros.
O projecto global de requalificação terá início, já em Agosto, com as obras na Av. do Brasil, que passará a ter dois sentidos, e que se prevê possa estar concluída antes do final deste ano.


Requalificação e Valorização do Jardim das Portas do Sol
O Jardim das Portas do Sol, considerado a sala de visitas da Cidade de Santarém, e que aguarda há décadas por obras de melhoramento, vai finalmente ser requalificado. Pretende-se, com esta requalificação, dar um novo impulso ao Jardim mais emblemático da Cidade.
Uma equipa de Técnicos da Câmara Municipal de Santarém elaborou um estudo prévio que permitiu o lançamento do Concurso Público de Concepção/Construção, sobre o qual o IPPAR deu Parecer favorável.
A valorização do Jardim das Portas do Sol implica a criação de uma nova estrutura de bar; um Centro Interpretativo da evolução urbana da Cidade, com um percurso arqueológico apoiado por sinalética e painéis; instalação de dois miradouros virtuais; condicionamento do acesso e do visionamento das ruínas romanas; remoção, reposicionamento e recuperação de elementos escultóricos; criação de entrada secundária no Jardim para acesso ao restaurante quando o portão principal se encontrar encerrado; construção de valas técnicas de infra-estruturas, renovação dos pavimentos e uma rede de drenagem; construção de um anfiteatro para espectáculos ao ar livre e parque infantil.
A obra terá início ainda este ano, sendo o seu custo de 1,7 milhões de euros e deverá estar concluída no prazo de um ano, sendo financiada pelo Programa Polis ao abrigo de da candidatura da Câmara Municipal de Santarém.

Requalificação do Jardim da República
O Executivo Municipal aprovou, dia 24 de Setembro, em reunião camarária, o projecto do Jardim da República, elaborado pela PROAP, Estudos e Projectos de Arquitectura Paisagista, Lda., e a abertura do concurso público para a execução da obra.
A requalificação, que se inicia em Dezembro, tem um prazo de execução de 240 dias e um investimento estimado em 1.477.119,18 euros+IVA, parcialmente financiado ao abrigo de uma candidatura ao Programa Polis.
O projecto de requalificação tem em conta o reconhecimento do valor ecológico e patrimonial do local e do reconhecimento do seu significado, com vista a uma evolução positiva, tendo em conta o contexto urbano em que se insere e a qualidade de vida da população.
A requalificação deste jardim, com uma área de intervenção de 11.670m2 pretende que este seja um novo elemento de fixação/pólo de atracção, a par de rever-se a sua estrutura, dinamizar/convidar ao fluxo, fomentar o prazer de aí estar e responder às aspirações actuais.
A intervenção tem em conta a manutenção de algumas características e elementos românticos do jardim, a integração do coreto, a valorização do adro do Convento de S. Francisco, a criação de áreas verdes mais amplas, a abertura de eixos visuais e a criação de uma cafetaria com espaço exterior de esplanada e espaço multimédia.


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TROIA


O antigo administrador judicial da Torralta, João Carvalho das Neves, afirmou em entrevista aoDiário de Notícias que sofreu «pressões para levar o antigo complexo turístico da Torralta à falência».

João Carvalho das Neves disse ao DN que «sentiu pressão de algumas pessoas a partir do momento em que tomou a posição de que a empresa era viável».

«A partir do momento em que tomei a posição de que a empresa era viável, surgiram indecisões no PSD (partido que governava em 1994, com Cavaco Silva). Houve uma tendência no sentido de influência pela falência», disse o antigo administrador judicial.

«Quando apresentei a solução teórica, o Governo comentou publicamente que a proposta não era viável», disse João Carvalho das Neves, antes de acrescentar que «a situação não se alterou com a mudança de Governo liderado por António Guterres».

Segundo Carvalho das Neves, as pressões para a falência eram muitas e grandes e havia muitos interesses formados por vários lobbies, onde estavam também os privados.

O antigo administrador judicial afirmou ao DN que as leiloeiras chegaram a aliciá-lo com benefícios caso levasse a Torralta à falência.

Duas torres inacabadas, das seis que compunham o antigo complexo turístico da Torralta, na península de Tróia, foram demolidas por implosão na passada quinta-feira.

As duas torres estavam situadas na zona central de Tróia, onde vão ser construídos os principais equipamentos turísticos do empreendimento, na sequência do acordo estabelecido há cerca de oito anos entre o grupo Sonae-Turismo e o Estado português.

A demolição das duas torres inacabadas assinala o fim de um projecto da Torralta vocacionado para o turismo de massas, que na década de 70 foi publicitado nas televisões como o «admirável mundo novo», mas que acabou por se revelar um investimento desastroso para milhares de pequenos aforradores.

João Carvalho das Neves disse ao Diário de Notícias que muitas das pessoas que estiveram a festejar a demolição das duas torres nunca acreditaram na recuperação da empresa, inclusive o primeiro-ministro, José Sócrates.

«Do ponto de vista económico, a demolição das torres foi uma decisão acertada pois estavam inacabadas e degradadas», afirmou o antigo administrador judicial.

Questionado sobre como a Torralta chegou à grave situação financeira, Carvalho das Neves considerou que «houve um período de caos», enquanto a empresa estava a ser gerida pelo Estado e que «na fase das privatizações (a empresa) foi dada ao antigo dono, mas com muitas dívidas».

Após tentativas de reestruturação mal sucedidas a situação da empresa piorou e o antigo dono decidiu vendê-la a um conjunto de accionistas.

Ainda assim, diz Carvalho das Neves, as «asneiras continuaram e havia uma incapacidade de fazer algo pela Torralta».

Foi então que, em 1994, o Governo fez um anúncio de venda de créditos do Estado e se decidiu a recuperar a empresa.

No final de 1997, a Sonae adquiriu a Torralta.


implosão das torres da torralta (setubal) : http://videos.sapo.pt/zqb49dc6sbfIkOVsLeIc

Empreendimento Turístico de Tróia – Motor do Desenvolvimento do Litoral Alentejano


O empreendimento turístico de Tróia, que prevê um investimento de cerca de 350 milhões de euros numa área de 440 hectares, deverá ser o motor do desenvolvimento do litoral alentejano, para onde estão previstos outros empreendimentos na área do turismo. Com dois hotéis de cinco estrelas, aparthotéis, zona desportiva, um centro equestre e uma marina, infra-estruturas que deverão ficar concluídas até final deste ano, o complexo turístico de Tróia já deverá estar a funcionar em pleno no próximo Verão.
O empreendimento inclui ainda um casino e um centro de congressos, equipamentos que serão explorados pelo grupo Amorim, no âmbito de uma parceria estabelecida com a Sonae Turismo, e que deverão constituir um factor de atracção adicional para todos os empreendimentos do litoral alentejano. Na Comporta, vai nascer o empreendimento turístico da Herdade da Comporta com um investimento global de 450 milhões euros que inclui cerca de 5.700 camas turísticas, 1.900 residencias e um dos maiores campos de golfe do mundo. Mais a sul, surge o empreendimento Herdade do Pinheirinho, um investimento de cerca de 167 milhões de euros numa área de 8.000 hectares, onde está prevista a construção de dois hotéis, três aldeamentos turísticos, quatro aparthotéis e 200 moradias. Em Melides está prevista a construção de um quarto empreendimento turístico – Costa Terra – com um investimento global de 510 milhões de euros.O projecto prevê a construção de cinco aparthotéis, três hotéis, quatro aldeamentos turísticos, um campo de golfe, um centro equestre, clubes de ténis, ginásios e outros equipamentos.fonte:vidaimobiliária.com


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